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STF impõe tornozeleira eletrônica e restringe redes sociais de Jair Bolsonaro

Em mais um desdobramento das investigações que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta sexta-feira (18) uma série de medidas cautelares, incluindo o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e a proibição de acesso às redes sociais.

A decisão, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, acompanha uma operação de busca e apreensão conduzida pela Polícia Federal, que teve como alvo a residência de Bolsonaro e imóveis ligados ao Partido Liberal (PL). As medidas foram adotadas no contexto das investigações que apuram tentativa de golpe de Estado, obstrução da Justiça e coação de testemunhas.

Entre as determinações do STF estão:

– Monitoramento constante por meio de tornozeleira eletrônica;

– Proibição de uso das redes sociais, como Facebook, Instagram e X (antigo Twitter);

– Recolhimento domiciliar noturno, das 19h às 7h, inclusive nos fins de semana;

– Proibição de contato com outros investigados, representantes diplomáticos e aproximação de embaixadas.

Segundo a Polícia Federal, há indícios de que o ex-presidente estaria tentando dificultar o andamento das investigações, o que levou à adoção das medidas restritivas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favorável à decisão, alegando risco de fuga e tentativa de interferência no processo.

A repercussão política foi imediata: aliados de Bolsonaro classificaram as ações como “exageradas” e “politicamente motivadas”, enquanto representantes da base governista defenderam a atuação do STF como necessária para garantir o funcionamento das instituições democráticas.

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