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Porto Velho amarga o último lugar em ranking nacional de qualidade de vida, segundo IPSB 2025

Porto Velho, capital de Rondônia, foi novamente apontada como a pior capital brasileira em qualidade de vida segundo o Índice de Progresso Social Brasil 2025. O levantamento avaliou os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais, revelando um cenário preocupante para os moradores da cidade.

Com uma pontuação de apenas 57,10, Porto Velho ocupa a última posição entre todas as capitais e o Distrito Federal. A cidade foi classificada no grupo de menor desempenho, junto com Macapá, Rio Branco, Belém e Manaus. Entre os principais fatores que contribuíram para esse resultado estão:

– acesso extremamente limitado ao saneamento básico, com apenas 9,89 por cento da população beneficiada com tratamento de esgoto, e mais da metade vivendo sem água tratada;

– infraestrutura urbana deficiente, com ausência de obras estruturantes, baixa mobilidade e paisagem urbana degradada;

– altos índices de violência e insegurança pessoal;

– desempenho ambiental insatisfatório e limitações nas liberdades individuais.

A ausência de serviços básicos essenciais afeta diretamente a saúde pública, a educação e a produtividade da população. Doenças transmitidas pela água, abandono escolar e dificuldades no mercado de trabalho são reflexos da negligência estrutural que se arrasta há décadas.

O Índice de Progresso Social é uma ferramenta que mede o bem-estar da população com base em três dimensões principais: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. Diferentemente dos indicadores econômicos, o IPS foca exclusivamente em variáveis sociais e ambientais, oferecendo um retrato mais fiel da qualidade de vida nos municípios.

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