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MCTI e Finep anunciam R$ 3,3 bilhões para impulsionar a Nova Indústria Brasil

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) anunciaram um pacote de investimentos de R$ 3,3 bilhões em projetos estratégicos da Nova Indústria Brasil (NIB). O lançamento ocorreu durante reunião extraordinária do Movimento Empresarial de Inovação (MEI), na Confederação Nacional da Indústria (CNI), e marca uma nova etapa da política industrial brasileira.

O que está em jogo

O programa prevê 13 editais com recursos não reembolsáveis, destinados a empresas de todos os portes que apresentem propostas em parceria com Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs). A exigência busca aproximar o setor produtivo da pesquisa acadêmica, acelerando a transformação de conhecimento em inovação aplicada.

As áreas contempladas incluem:

– Transição energética: R$ 500 milhões para projetos de descarbonização e eficiência energética.  

– Agroindústria, saúde, tecnologias digitais e defesa nacional: R$ 300 milhões para cada setor.  

– Chamadas regionais: voltadas a equilibrar oportunidades em diferentes regiões do país.

Durante o anúncio, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que o investimento é parte de uma estratégia de reindustrialização sustentável.  

“Estamos construindo uma indústria que dialoga com os desafios do século XXI, capaz de gerar empregos, renda e autonomia tecnológica para o Brasil”, afirmou.

O presidente da Finep, Celso Pansera, reforçou o papel da inovação como motor da competitividade.  

“Esses recursos vão permitir que empresas e instituições científicas trabalhem juntas para transformar conhecimento em soluções concretas para o país”, disse.

Repercussão no setor

Especialistas e empresários presentes ao evento avaliaram positivamente a iniciativa. Para o economista José Roberto Mendonça de Barros, o pacote sinaliza uma mudança de rumo.  

“O Brasil precisa reduzir sua dependência externa em áreas estratégicas. Esse investimento é um passo importante para fortalecer cadeias produtivas locais”, comentou.

Já para a empresária Ana Paula Souza, do setor de biotecnologia, a exigência de parceria com ICTs é um diferencial.  

> “Isso garante que a pesquisa acadêmica não fique restrita às universidades, mas se transforme em inovação aplicada e competitiva”, afirmou.

Impactos esperados

O governo aposta que os investimentos irão:

– Estimular a autonomia tecnológica em setores críticos.  

– Fortalecer a base industrial de defesa e áreas estratégicas como saúde e agroindústria.  

– Consolidar o Brasil como protagonista na agenda global de sustentabilidade e inovação.  

A iniciativa integra o programa Mais Inovação, que busca reposicionar a indústria nacional em bases modernas, competitivas e sustentáveis. O anúncio reforça a estratégia de reindustrialização do país, com foco em inovação e fortalecimento das cadeias produtivas locais.

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