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Amazônia Legal ultrapassa 26 milhões de habitantes em 2025, com destaque para crescimento em Roraima e Pará

A Amazônia Legal, que abrange nove estados brasileiros e representa 59 por cento do território nacional, alcançou em 2025 uma população estimada de 26,7 milhões de habitantes, segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e da iniciativa Amazônia 2030. Esse número representa cerca de 13 por cento da população brasileira e reflete tendências demográficas distintas entre os estados da região.

Entre os destaques, Roraima lidera o crescimento proporcional, com aumento de 3,07 por cento em relação a 2024, passando de 716.793 para 738.772 habitantes. O estado, apesar de ser o menos populoso da Amazônia Legal, tem atraído novos moradores por meio de fluxos migratórios e expansão urbana.

O Pará continua sendo o estado mais populoso da região, com 8.711.196 habitantes, seguido pelo Amazonas, que chegou a 4.321.616 pessoas, um crescimento de 0,94 por cento em relação ao ano anterior. Mato Grosso também apresentou avanço, com população estimada em 3.893.659 habitantes.

De acordo com projeções do IBGE, a estrutura etária da Amazônia Legal segue o padrão nacional de envelhecimento gradual, embora ainda mantenha uma base jovem significativa. A faixa de zero a 14 anos representa cerca de 24 por cento da população, enquanto os idosos com 60 anos ou mais já somam aproximadamente 11 por cento.

A divisão por sexo mostra leve predominância feminina, com mulheres representando cerca de 50,7 por cento da população total da região. Essa diferença é mais acentuada nas faixas etárias acima de 60 anos, refletindo a maior expectativa de vida feminina.

Apesar da imagem tradicional de floresta e comunidades ribeirinhas, 76 por cento da população da Amazônia Legal vive em áreas urbanas. No entanto, o acesso à infraestrutura básica ainda é limitado. Apenas 19,3 por cento das moradias cadastradas contam com rede de esgoto, em contraste com 60,2 por cento no restante do país.

A taxa de pobreza na região também preocupa, atingindo 36,2 por cento da população, acima da média nacional. A violência urbana é outro desafio, com taxa de homicídios de 32,9 por 100 mil habitantes em 2023.

Com crescimento vegetativo ainda relevante em áreas rurais e urbanização acelerada em polos como Manaus, Belém e Boa Vista, a Amazônia Legal enfrenta o desafio de equilibrar desenvolvimento populacional com preservação ambiental e inclusão social.

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