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Brasil bate recorde histórico de receita com exportações de café na safra 2024/25

O Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, alcançou um marco histórico na safra 2024/25 ao registrar US$ 14,728 bilhões em receita com exportações, segundo o relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O valor representa um crescimento expressivo de 49,5% em relação ao recorde anterior, de US$ 9,849 bilhões, obtido entre julho de 2023 e junho de 2024.

Apesar da redução de 3,9% no volume exportado, com 45,589 milhões de sacas de 60 kg embarcadas para 115 países, o desempenho foi o terceiro maior da história em termos de quantidade. A valorização da commodity no mercado internacional, impulsionada por eventos climáticos extremos que afetaram a produção em países como Vietnã, Colômbia e Indonésia, foi determinante para o crescimento da receita.

Os Estados Unidos lideraram o ranking de importadores, com 7,468 milhões de sacas, seguidos por Alemanha (6,526 milhões), Itália (3,554 milhões), Bélgica (3,088 milhões) e Japão (2,293 milhões). Juntos, esses países representaram uma fatia significativa das exportações totais.

Entre os tipos de café exportados, o arábica manteve a liderança, com 34,808 milhões de sacas (76,4% do total), seguido pelo canéfora — robusta e conilon — com 6,572 milhões (14,4%). O café solúvel respondeu por 4,152 milhões de sacas (9,1%), enquanto o torrado e moído representou 56.862 sacas (0,1%).

Os cafés diferenciados — com certificações de qualidade ou práticas sustentáveis — representaram 19,5% das exportações, com 8,907 milhões de sacas e receita de US$ 3,292 bilhões. O preço médio por saca foi de US$ 369,56, evidenciando o valor agregado desses produtos.

Mesmo diante de gargalos logísticos nos portos brasileiros e novas exigências socioambientais internacionais, especialmente da União Europeia, o Brasil manteve sua posição de liderança global. O Porto de Santos respondeu por 72,6% dos embarques, seguido pelo complexo portuário do Rio de Janeiro (22,7%) e pelo Porto de Vitória (0,8%).

O desempenho da safra 2024/25 reforça a resiliência e competitividade da cafeicultura brasileira, que se adapta a cenários desafiadores e continua a conquistar mercados exigentes. Com foco em sustentabilidade, qualidade e inovação, o setor se prepara para manter o ritmo de crescimento e consolidar ainda mais sua presença global.

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