Café: Aumento e Tendências de Preço para os Próximos Dois Anos
O café, uma das bebidas mais consumidas no mundo, enfrenta um período de forte volatilidade nos preços. Em maio, o café moído registrou um aumento de 4,59%, acumulando uma alta de 82,24% nos últimos 12 meses. A escalada dos preços está diretamente ligada à quebra de safra no Brasil e no Vietnã, os dois maiores produtores globais do grão.
Impactos Climáticos e Oferta Reduzida
Desde 2021, fatores climáticos adversos têm prejudicado as colheitas, reduzindo a oferta e pressionando os preços. A Organização Internacional do Café (ICO) relatou que as exportações globais de café verde caíram 6,8% em abril, marcando a quarta queda mensal consecutiva na temporada 2024/25. No Brasil, a colheita de café para 2025/26 está 20% completa, ligeiramente abaixo da média quinquenal.
Projeções para os Próximos Anos
A tendência de alta deve continuar. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), os preços podem subir até 25% nos próximos meses. A ONU também alerta que a valorização do grão pode durar pelo menos quatro anos, caso as principais regiões produtoras enfrentem novas reduções na oferta. O café arábica, referência mundial, atingiu US$ 3,60 por libra, seu nível mais alto desde maio.
Impacto no Consumidor
O aumento dos preços já afeta o bolso dos consumidores. Em 2024, o quilo do café torrado e moído no Brasil custava R$ 31,77, mas em 2025 saltou para R$ 69,29. A inflação do café no país foi de 66,18% nos últimos 12 meses. Especialistas apontam que os estoques seguem baixos, dificultando uma estabilização dos preços no curto prazo.
Com a demanda global em alta e a oferta comprometida, o cenário para os próximos dois anos indica que o café continuará sendo um dos produtos mais impactados pela inflação. Para os amantes da bebida, o desafio será encontrar alternativas para driblar os preços elevados sem abrir mão do sabor e da qualidade.



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