Culpando o carteiro pelo conteúdo das cartas
Por Sancho Gil de La Pança
É quiridu, que nunca falte urânio enriquecido ao Irã!
A queda da entidade sionista é boa e a gente gosta.
PALESTINA LIVRE!
Agora, panelada ou mocotó com beterraba e feijão na panela de pressão, poderia ser uma grande contribuição para substituir o urânio enriquecido.
Com muita larica nessa poesia da lombra, a poesia na seda, tenho que confessar, uns se perdem nas drogas, eu me encontrei na planta.
Já fui folha solta, hoje sou raiz.
Quanto mais perto da natureza, mais longe dos idiotas você fica, mas é bom separar a cannabis da sativa, minha estimadinha Marijuana!
Nos campos e matas, os animais não poluem, os humanos sim.
Por favor, se comportem como animais.
Nessa demonização facial com pé de galinha e bigode chinês, é um tal de puxa pra cá, estica pra li, mas, e a harmonização da alma quirida?
Com o passar dos danos, a gente continua fazendo as mesmas merdas, só que mais devagar.
Na vida, tive várias oportunidades de fazer merda, não perdi nenhuma, aproveitei todas.
Também, é bolando um fininho atrás do outro. O importante é carburar quiridu, a marofa é de lei!
Se a vida te der limões, não reclame, os meus eu tenho que ‘ralar’ pra comprar. Às vezes até JOB tenho que fazer com meu corpinho de rapariga de academia capitalista.
Já imaginou a nossa geração ficando velha? Só coroa safada, velho tatuado e maconheiro, ouvindo rock do bom, ou, quem sabe, jazz!
A vida é assim, você chega sem nada, luta por tudo, depois deixa tudo e vai embora sem nada. Nesse desapego, tudo é temporário, seu mandrião.
Vamos culpar o carteiro pelo conteúdo das cartas, minha querida Vanessa. A ordem é essa.
Muitas máscaras, porém poucos rostos. Às vezes, a paz que você procura está no foda-se que você não diz.
Diante dessa turma, com um viés stalinista, a única coisa que me impede de ser eu mesmo é o Código Penal, mas qualquer dia desse eu esqueço que fiz estágio no Nepal e volto acertando voadora em muita gente, mordendo a jugular de fascistas e dando peixeirada na bunda de delegado como fez o Babá, isso depois de lhe mandar flores e desejar bom dia ao português da padaria, tipo Baleiro.
É de Balieiro à Baleiro, ixtimadinho.
Por enquanto, enquanto seu lobo não vem, sigo escrevendo o futuro com lápis e tentando apagar o passado com aquela borracha azul e vermelha do tempo de ginásio.
São ilusões meu quiridu, não há látex nem seringa de borracha que resolva.
Uma raça que compra feijão ungido, cajado de Moisés, tijolo de Jericó, organiza o surubão, esconde dinheiro em caixa de sapato, não pode ser levada a sério.
Para essa turma que fede a pecado, uma pedrada do estimadinho Breno Altman; Bíblia não é fonte histórica científica, nunca foi. Textos religiosos não correspondem a fatos comprovados. Historiadores não recorrem, ou não deviam recorrer à literatura espiritual, a não ser para analizar a história das religiões e do pensamento religioso.
Confundir história com religião é algo surreal.
Eles mal sabem que a Bíblia é um compilado de textos e livros da tradição oral, que vai passando de geração em geração e utilizados por aproveitadores e exploradores da fé, para impor um pensamento ideológico dominante de ordem e subordinação.
É tipo o centro de reabilitação do capitalismo, onde o Direito Civil serve para que os ricos roubem os pobres, já o Direito Penal impede que os pobres reajam. A Bíblia também tem esse papel.
Com essa, só pra fazer um registro, lembrando os “7 gatinhos”, a peça mais genial de Nelson Rodrigues, pra fechar, só me resta dizer como diz a tutora de Sol, Gaia e Estrela; “Eixão do Lazer não é o eixão do barulho.”
Cala-te, Inganês!
“Nós gatos já nascemos pobres, porém já nascemos livres.”
*Apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco.

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