Desemprego e Informalidade Persistem no Amazonas
Apesar da queda na taxa de desemprego no Amazonas, o estado ainda enfrenta desafios estruturais profundos no mercado de trabalho, especialmente no que diz respeito à informalidade — tanto na capital quanto no interior.
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgados pelo IBGE em 15 de agosto de 2025, o Amazonas registrou uma taxa de desemprego de 7,7% no segundo trimestre de 2025, uma queda significativa em relação aos 10% do primeiro trimestre. No entanto, o estado ainda lidera o índice de desocupação na Região Norte.
A informalidade permanece como um dos principais obstáculos: 53,3% dos trabalhadores amazonenses estão em situação informal, o que representa cerca de 982 mil pessoas atuando sem carteira assinada, sem CNPJ ou em atividades informais.

Na capital, Manaus, há uma concentração maior de empregos formais, especialmente no Polo Industrial. Ainda assim, observa-se uma crescente adesão ao trabalho por conta própria e à informalidade, impulsionada por plataformas digitais, comércio ambulante e serviços autônomos. No interior do estado, os índices de informalidade são ainda mais elevados. Em municípios como Tefé, Parintins e Tabatinga, a ausência de grandes empregadores e a dificuldade de acesso a políticas públicas de emprego fazem com que o trabalho informal seja a principal fonte de renda.
Entre os fatores que agravam esse cenário estão o baixo acesso à educação técnica e profissionalizante, a dificuldade de fiscalização trabalhista em áreas remotas, o crescimento do trabalho por conta própria — que já representa 30,4% da população ocupada no estado — e a falta de incentivos à formalização de pequenos negócios.
A queda no desemprego é um sinal positivo, mas a informalidade continua sendo o grande desafio para o Amazonas. A superação desse cenário exige políticas públicas voltadas à qualificação profissional, incentivo à formalização e expansão de oportunidades econômicas para o interior do estado.



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