Desemprego na Amazônia em 2025: Rondônia tem a menor taxa, Amazonas lidera o ranking negativo
Segundo os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o segundo trimestre de 2025 trouxe um cenário misto para os estados da região amazônica no que diz respeito ao desemprego. Enquanto alguns estados avançaram na geração de empregos, outros ainda enfrentam desafios significativos.
O estado do Amazonas registrou a maior taxa de desocupação entre os estados da Amazônia Legal, com 7,7 por cento no segundo trimestre de 2025. Apesar de uma leve queda em relação ao início do ano, o estado continua liderando o índice de desemprego na Região Norte. A informalidade também permanece elevada, com mais da metade da população ocupada atuando sem carteira assinada ou em atividades informais.
Na contramão, Rondônia apresentou a menor taxa de desemprego da região, com apenas 2,3 por cento, sendo a segunda menor do país, atrás apenas de Santa Catarina. O estado tem se destacado por sua economia aquecida, com recordes de exportações e geração de empregos formais, o que contribuiu para esse resultado expressivo.
Outros estados da região também apresentaram variações relevantes. O Pará teve queda na taxa de desemprego, embora ainda enfrente altos índices de informalidade. O Amapá registrou uma taxa de 6,9 por cento, a menor desde o início da série histórica da pesquisa. Acre, Roraima e Tocantins mantiveram estabilidade, com variações pouco significativas.
No contexto nacional, a taxa de desemprego caiu para 5,8 por cento, a menor desde o início da série histórica em 2012. A tendência de queda foi observada em 18 estados, refletindo uma recuperação gradual do mercado de trabalho.
O retrato da Amazônia Legal em 2025 mostra que, embora haja avanços em alguns estados, como Rondônia e Amapá, o Amazonas ainda enfrenta obstáculos importantes na absorção da mão de obra e na formalização do trabalho. O desafio para os próximos trimestres será manter a trajetória de queda e ampliar as oportunidades de emprego formal em toda a região.



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