Desemprego no Brasil atinge mínima histórica e sinaliza estabilidade em 2025
A taxa de desemprego no Brasil manteve-se estável no trimestre encerrado em agosto, registrando 5,6 por cento, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Este índice repete o resultado do trimestre anterior e representa o menor patamar desde o início da série histórica em 2012.
Queda consistente ao longo do ano
Em comparação com o trimestre encerrado em maio, quando a taxa era de 6,2 por cento, houve uma queda de 0,6 ponto percentual. Em relação ao mesmo período de 2024, a redução foi de 1 ponto percentual, reforçando a tendência de melhora no mercado de trabalho ao longo de 2025.
O número de pessoas desocupadas caiu para 6,084 milhões, uma redução de 9 por cento frente ao trimestre anterior e de 14,6 por cento em relação ao ano passado. Por outro lado, o total de ocupados chegou a 102,4 milhões, com crescimento de 0,5 por cento na comparação trimestral e de 1,8 por cento na anual.
Carteira assinada e informalidade em alta
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado atingiu um recorde de 39,1 milhões, com alta de 0,4 por cento no trimestre. Já os trabalhadores sem carteira também cresceram 0,5 por cento, impulsionados por contratações temporárias, especialmente no setor público de educação básica.
A taxa de informalidade subiu levemente para 38 por cento, refletindo o aumento do trabalho por conta própria sem registro formal, que chegou a 19,1 milhões de pessoas. Este movimento pode indicar uma migração de pessoas anteriormente desalentadas para atividades autônomas, sobretudo nos setores de comércio e alimentação.
Renda e impacto econômico
O rendimento médio real do trabalhador ficou em três mil quatrocentos e oitenta e oito reais, uma alta de 0,9 por cento em relação ao trimestre anterior e de 3,3 por cento frente ao mesmo período de 2024. A massa de rendimento total chegou a 352,6 bilhões de reais, representando um crescimento de 5,4 por cento na comparação anual.
Desemprego acumulado em 2025
Ao longo de 2025, a taxa de desemprego apresentou uma trajetória de queda: começou o ano em 6,2 por cento no primeiro trimestre, passou para 5,8 por cento no segundo e estabilizou em 5,6 por cento no terceiro. A expectativa é de que o índice se mantenha próximo desse patamar até o fim do ano, segundo projeções de analistas econômicos.
Desafios e perspectivas
Apesar dos bons números, o Banco Central mantém atenção ao impacto do mercado de trabalho aquecido sobre a inflação, especialmente no setor de serviços. A taxa básica de juros, a Selic, permanece em 15 por cento como medida de contenção inflacionária.
O cenário atual revela um mercado de trabalho resiliente, mesmo diante da desaceleração econômica. A continuidade dessa tendência dependerá da capacidade de absorção de mão de obra formal e da manutenção da renda real em níveis elevados.



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