Nem cremado, nem enterrado: engarrafado
Por Sancho de La Pança
Tropeçando numa lápide, nesse piquenique gótico do carpe diem, o que tenho a dizer é:
“O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído, mas cada um sabe alegria e a dor que traz no coração (…)”
O tempo e a paciência são os mais fortes de todos os guerreiros, meu caro Tolstoy. As vezes o silêncio conta história que ninguém quer ouvir.
As vezes as pessoas caladas são as que menos falam.
Os europeus roubaram nossas riquezas, heranças, terras, mataram nossos ancestrais e em seguida nos entregaram um tutorial encadernado num livro, que entre outras coisas dizia: “não roubarás, não matarás”.
Com esse papo reto, só pra contextualizar, em 525 anos o Brasil teve: 388 anos de Escravidão, 84 anos de República, 15 anos da Era Vargas, e 21 anos de Ditadura Militar, mas na lógica de Ratanabá, pra quem acredita no terraplanismo, foram os 16 anos de governo do PT que quebraram o Brasil.
Havia um tempo em que as igrejas faziam evangelização. Hoje elas fazem “bolsonarização” dos fiéis, quiridu!
Alma insana dessa turma, negando a lógica e o bom senso que foram esquecidos na placenta.
Eles acreditam também que o mundo inteiro está equivocado e apenas um ex-militar com histórico controverso está certo. Vai entender!
Nas comemorações pelo julgamento e prisão desse mequetrefe, meu fígado foi pras alcoólatras.
Agora, já que não tenho mais fígado, pelo app estou vendendo minha íris, além de um rim, porém informo, preliminarmente, aos interessados, que sou daltônico e dantesco. Tá ligado?!
Tudo isso pra pagar o banco, aquele “braço direito” do PCC.
Nos “fundos do mercado financeiro”, Chupetinha ajudou as fintechs e o PCC.
Com a operação ‘Carbono Oculto’, dizem que o Lewandowski atingiu o “Cucurella” e o coração do mercado, o sistema financeiro.
O PCC Faria (tesoureiro da facção Faria Lima) foi descoberto. Agora se “lasquemo”!
Às vezes, eu acho que essas fintechs, Nubank, Koerich e Bemol estão passando fome, é uma perturbação. Me ligam de trinta em trinta minutos.
Nesses obstáculos epistemológicos de Bachelard, já que fui bloqueado na barreira do conhecimento, pra conseguir uma ‘ponta’ extra e pagar a fintech eu vou é me articular.
Como no próximo ano o bagulho vai ser doido, os candidatos já estão se organizando em busca do voto.
Tem uns que contrataram assessoria de marketing, minha quirida Karla Costa, e estão elaborando propostas do tipo: “prometo revogar todos os chifres pegados em Manaus e no interior, prometo fazer a adultização de todos os homens no Baixo e Médio Solimões e, principalmente, na região metropolitana de Manaus, prometo acabar com o CC e com a “sovaqueira” em todo o Amazonas.”
A proposta mais fraca desses programas diz: “se eu for eleito, carapanã não vai mais picar, só lamber”.
Esses sabem as dores do povo, meu caro Schopenhauer!
Com notas cítricas e aromas amadeirados de uma fragrância floral, comestíveis da cannabis, meus quiridus Torrinho e Célio Cruz, se eu pudesse, eu pintava tudo de música, ainda chamava Nilson Chaves, Eliakim Rufino, Zeca Preto e Neuber Uchoa como assistentes de palco, nessa aldeia de vozes.
Tudo que queria era ser indicado como “adido da planta” na Jamaica, é claro, não é, quiridus?!
Eu já me autoproclamei “Guaidó da Marijuana”, mas não deu certo, esqueci tudo, fui traído por mim mesmo.
Depois disso, é bom não confiar muito nas pessoas. Eu tenho por hábito, não confiar nem na minha sombra mais. Essa finge que tá comigo pro que der e vier, mas na escuridão me abandona, é mole!
Pois é, tem gente, como esses estimadinhos que acompanham os textos do Sancho de La Pança, no Blog do Hiel Levy e no Opinião Amazônia, que não envelhecem, ficam vintage.
Pra essa turma, o último grau da sofisticação é a simplicidade, mas tem uns metidos, metidos à besta.
Maior “pavulagem” e “fuleragem”!
Adubando um pé de peroba como o queridíssimo, Sebastião Salgado, no máximo, consigo adubar um pé de pitomba e seriguela.
Meio barrococó figurativo neoexpressionista, com pitadas de arte nouveau pós-surrealista ‘se achando’, como envelheci em barril de carvalho, quando eu morrer, em homenagem à Baco, meu caro Dionísio, não quero ser nem cremado, nem enterrado, quero ser engarrafado mesmo. Tá ligado?!
Falando nisso, com os extremistas sequestrando a mesa do Congresso, me lembrou aquela: algumas pessoas são como vinho, ficam melhores com a rolha na boca.
Eles também envelheceram em barril de ‘Olavabo de Caralho’, meu ixtimado Orvalho do Cavalo!
Eu nunca vi uma marca de bebidas fazer comercial com um bêbado, acho que se envergonham dos seus clientes.
Depois do culto, fazendo um concerto de rock e heavy metal, no estacionamento da igreja Universal, preciso reportar que Pinto, Gaya, João Paulo e Josivaldo nunca fizeram comercial de bebida e também não querem ser enterrados, e, sim, envasados no alambique da AMBEV Miranda Corrêa, lá na Aparecida. É testamento!
Hoje, assistindo tudo de camarote e dando gargalhadas da presepada de Waldemar, com a história do ‘Che Jair quer vara’, Sávio, Júlio Sallas, Selma e Sandro Baçal, discípulos de Baco, se divertem.
Esses combativos “tribuneiros”, acho que também foram envasados no alambique. Saudades, quiridus!
Nesse baile de máscaras:
– O melhor é dançar.
– E sermos julgados loucos, sr. Coelho?
– Você conhece algum lúcido feliz?
– Tem razão, vamos dançar!
Hoje, eu mereço tomar umas, mesmo sem merecer.
Um brinde à simpatia e gentileza do seu Dominguinhos e a sinceridade ácida do Acreano. Esses, da mesma forma, integram o último grau da sofisticação e simplicidade, muito diferente dessa turma atual Água de “Salchicha”.
Num papo reto pra essa turma, a lealdade acaba quando os benefícios param. Pega a visão, ô, ixtepô!
Depois que eu fui ver os preços da terapia, meus quiridus Paulinho Kokay e Beatriz Souza, achei mais vantagem endoidar, mesmo. Vou fazer uma consulta on-line (In Memoriam) aos não menos quiridus, Manoel Galvão e Rogélio Casado.
Com o talento e o lirismo de Zeca Cyrino: “eles não me enlouquecerão, porque tenho minhas mãos e meus punhos para continuar conversando com a poesia”.
Os tristes acham que o vento geme, os alegres acham que ele canta.
Viva Veríssimo!!!
*Apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco.

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