“…Verás que um filho teu não foge à luta…”
Por Miguel de Oliveira Esp.
Nos últimos meses o Brasil tem sido alvo dos bombardeiros B-52s americano, isso em nome do interesse particular do presidente Donald Trump em salvar seu “amigo” Bolsonaro das mãos da Justiça brasileira.
Primeiramente, o presidente Donald Trump tem que entender que aqui no Brasil as regras são claras, ou seja, a Constituição Federal de 1988, em seu art. 2º, não deixa dúvidas quando trata da separação de poderes: “são poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.”
Assim sendo, se Donald Trump tentasse fazer no Brasil o que fez no Capitólio, seria julgado e, certamente, na forma da lei, seria condenado.
Não é de hoje as investidas americanas contra a democracia brasileira. Para citarmos um exemplo, temos quando o Brasil criou a Petrobras. Nessa época, os Estados Unidos ameaçaram intervenção direta por considerarem que estávamos indo contra os interesses dos seus monopólios.
Trump ficou mais raiozinho quando viu que o Brasil está se sobressaindo em suas relações em nível internacional, sempre respeitando a soberania dos países. As viagens do presidente Lula em 2025 resultaram em anúncios de mais de 160 bilhões de reais em investimentos estrangeiros no Brasil. O resultado são investimentos em áreas fundamentais, como infraestrutura, energia renovável, logística, alimentação, medicamentos e mais empregos no Brasil.
Na verdade, a situação de Bolsonaro serve como “bode expiatório”. A verdadeira preocupação de Trump são os movimentos por uma nova moeda através do BRICS. Por isso, ele tem jogado pesado com as tarifas, buscando conter a crescente influência do bloco e proteger a hegemonia do dólar no cenário global.
Trump precisa engolir que o Brasil não vai se curvar, o povo brasileiro não é de dar o braço a torcer. Somos um Brasil de paz, não colecionamos inimigos. “O Brasil tem um único dono, o povo brasileiro”.
Jornalista e professor.


Publicar comentário